“O Brasil precisa ser construído. E construir, nós sabemos fazer”, afirma Eduardo Aroeira na posse da CBIC

“O Brasil precisa ser construído. E construir, nós sabemos fazer”, afirma Eduardo Aroeira na posse da CBIC

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Eduardo Aroeira, destacou a importância da construção para o desenvolvimento econômico do país e apresentou os alicerces que devem orientar sua gestão durante a cerimônia de posse, realizada nesta quarta-feira (19), em Brasília. Ao assumir o cargo para o triênio 2026-2029, Aroeira afirmou que a entidade terá uma agenda estratégica estruturada em cinco verbos: incluir, cuidar, qualificar, multiplicar e desenvolver.

“O Brasil precisa ser construído. E construir, nós sabemos fazer”, apontou o presidente da CBIC na cerimônia diante de autoridades, associados e convidados. “A construção é parte essencial do crescimento brasileiro e tem papel estratégico nas transformações que o país precisa e espera. A CBIC seguirá liderando o debate e propondo soluções para os desafios estruturantes, colocando sua força e seu conhecimento a serviço do Brasil.”

Ao justificar a decisão de assumir a presidência da CBIC, Aroeira destacou o alcance da construção na geração de emprego, habitação e infraestrutura. Segundo ele, o setor ultrapassou a marca de três milhões de trabalhadores com carteira assinada e criou cerca de 169 mil vagas no primeiro semestre de 2026. “Nenhuma política pública supera, em velocidade, escala e capilaridade, o alcance de uma obra que começa.” O presidente também citou o déficit habitacional brasileiro e os investimentos em infraestrutura como razões para ampliar a atuação do setor.

Aroeira defendeu o fortalecimento da habitação e a preservação da destinação do FGTS, além da busca por novas fontes de financiamento para o mercado imobiliário. Em cuidado, destacou saúde e segurança do trabalho como prioridades. “Nada vale mais do que a vida do nosso trabalhador. A CBIC entende e tem cultivado o paradigma de que saúde e segurança nos canteiros não são custos: são investimento e respeito.

O presidente da CBIC destacou o efeito da construção sobre toda a economia e apontou a burocracia como um dos principais obstáculos ao potencial de geração de riquezas do setor. “Nada do que fazemos termina em nós. Todo recurso investido percorre a economia, mas ainda temos na burocracia o adversário silencioso que freia o potencial gerador de riquezas do nosso setor.”

Ao falar sobre sua trajetória, o presidente da CBIC destacou a influência da família e do associativismo em sua formação e agradeceu ao ex-presidente da entidade, Renato Correia, pelo trabalho realizado e pelo processo de sucessão. “Devo à construção quase tudo o que eu sou. Devo a ela, antes de tudo, o exemplo que tenho em casa: um pai para quem servir ao setor é uma forma de servir ao país.” Aroeira também ressaltou os aprendizados adquiridos no canteiro de obras e nas entidades de classe. “Foi num canteiro de obras que eu aprendi que engenharia não é sobre concreto e aço. É sobre gente.”

Ao encerrar o discurso, Aroeira reforçou a importância da atuação coletiva e do papel da CBIC como representante nacional do setor. “Aceitei este desafio porque acredito no nosso setor e acredito no Brasil que ainda será construído. E, mais importante, acredito na CBIC e no seu compromisso com o desenvolvimento do nosso país.” Em 2027, a entidade completará 70 anos de fundação. “Não existe obra de um homem só. A CBIC é forte porque é plural, e é a esta força que eu venho somar.”

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