{"id":17123,"date":"2026-09-30T14:11:35","date_gmt":"2026-09-30T17:11:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jpasini.com.br\/site\/reforma-tributaria-e-tema-de-encontro-de-empresarios-da-cadeia-produtiva-da-construcao-civil-potiguar\/"},"modified":"2026-09-30T14:11:35","modified_gmt":"2026-09-30T17:11:35","slug":"reforma-tributaria-e-tema-de-encontro-de-empresarios-da-cadeia-produtiva-da-construcao-civil-potiguar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jpasini.com.br\/site\/reforma-tributaria-e-tema-de-encontro-de-empresarios-da-cadeia-produtiva-da-construcao-civil-potiguar\/","title":{"rendered":"Reforma Tribut\u00e1ria \u00e9 tema de encontro de empres\u00e1rios da cadeia produtiva da constru\u00e7\u00e3o civil potiguar"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cbic.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/whatsapp-image-2026-09-29-at-163205ssf.jpeg\" class=\"attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Empres\u00e1rios, especialistas e representantes da cadeia produtiva da constru\u00e7\u00e3o civil se reuniram nesta ter\u00e7a-feira (29), no Audit\u00f3rio Albano Franco, na Casa da Ind\u00fastria, em Natal, para discutir os impactos da Reforma Tribut\u00e1ria sobre o setor no Rio Grande do Norte.<\/p>\n<p>Promovido pelo Sindicato da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil do Rio Grande do Norte (SINDUSCON-RN), em parceria com o Sindicato da Ind\u00fastria de Cer\u00e2mica para Constru\u00e7\u00e3o do Estado do Rio Grande do Norte (SINDICER-RN), o encontro teve como proposta ir al\u00e9m dos aspectos conceituais da Reforma Tribut\u00e1ria, abordando tamb\u00e9m seus poss\u00edveis efeitos sobre contratos, custos, forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, processos internos e rela\u00e7\u00f5es entre os diferentes elos da cadeia produtiva.<\/p>\n<p>\u201cEstamos vivendo um momento de transi\u00e7\u00e3o. A Reforma Tribut\u00e1ria prop\u00f5e a mudan\u00e7a de um sistema de alta complexidade para outro que, teoricamente, deveria ser mais simples. Mas, na pr\u00e1tica, essa transi\u00e7\u00e3o vai exigir muito trabalho das empresas\u201d, destacou S\u00e9rgio Azevedo, presidente do SINDUSCON-RN.<\/p>\n<p>Segundo ele, um dos principais desafios est\u00e1 justamente no per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, quando as empresas precisar\u00e3o lidar simultaneamente com quest\u00f5es do sistema atual e se adaptar \u00e0s novas regras.<\/p>\n<p>\u201cHoje, ainda existe uma parcela desse novo sistema que n\u00e3o conhecemos completamente. Isso traz uma dificuldade muito grande para as empresas, inclusive na hora de precificar seus produtos e servi\u00e7os. Ainda n\u00e3o temos como saber exatamente qual ser\u00e1 o custo efetivo da Reforma para cada atividade, porque a regulamenta\u00e7\u00e3o pode trazer mudan\u00e7as importantes, inclusive em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 apropria\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos. Por isso, o objetivo deste encontro \u00e9 compartilhar conhecimento e experi\u00eancias para que possamos atravessar esse per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o da forma mais preparada poss\u00edvel\u201d, explicou Azevedo.<\/p>\n<p>Durante o encontro, os participantes acompanharam as apresenta\u00e7\u00f5es dos especialistas, que abordaram as mudan\u00e7as no sistema tribut\u00e1rio e seus poss\u00edveis reflexos sobre as empresas. Num segundo momento, uma mesa-redonda, no formato Clube de Empres\u00e1rios, aproximou o conte\u00fado apresentado da realidade empresarial, com espa\u00e7o para perguntas, troca de experi\u00eancias e discuss\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Entre os palestrantes convidados esteve Fernando Guedes, presidente-executivo da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC). Esta foi a terceira participa\u00e7\u00e3o de Guedes em Natal em debates relacionados \u00e0 Reforma Tribut\u00e1ria, permitindo acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o das discuss\u00f5es e os novos desafios apresentados ao setor ao longo do processo de transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s temos, na verdade, o que eu chamo de uma revolu\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. \u00c9 a maior altera\u00e7\u00e3o no sistema tribut\u00e1rio do pa\u00eds desde a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988. Isso vai, por certo, impactar bastante as empresas e, para passar por esse momento, elas precisar\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 o nosso principal ativo hoje, e eventos como este conseguem levar o conhecimento necess\u00e1rio para que as empresas possam entender esse grande momento e se preparar de forma adequada\u201d, avaliou Guedes.<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m contou com Liana Queiroz, mestre em Direito pela UFRN e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Consultora tribut\u00e1ria da FIERN e da Femurn e conselheira do CARF\/Minist\u00e9rio da Fazenda, a especialista abordou aspectos jur\u00eddicos da Reforma e a necessidade de aten\u00e7\u00e3o das empresas \u00e0s mudan\u00e7as que podem repercutir sobre suas rela\u00e7\u00f5es contratuais e opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ela aponta que, a princ\u00edpio, a ind\u00fastria \u00e9 um dos segmentos que mais pode se beneficiar da Reforma Tribut\u00e1ria, especialmente pela possibilidade de aproveitamento de cr\u00e9ditos ao longo da cadeia. Mas ainda existem preocupa\u00e7\u00f5es importantes, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 apropria\u00e7\u00e3o desses cr\u00e9ditos, \u00e0 transi\u00e7\u00e3o e ao aumento de custos.<\/p>\n<p>&#8220;Ao mesmo tempo, a Reforma amplia as ferramentas de controle da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e exige das empresas maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0 conformidade fiscal. Como parte da regulamenta\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o, o cen\u00e1rio continua complexo e exige prepara\u00e7\u00e3o, acompanhamento e cuidado com as obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias\u201d, afirmou Liana.<\/p>\n<p>Ricardo Andr\u00e9 Sampaio Matos, especialista em contabilidade, planejamento tribut\u00e1rio, auditoria digital e Direito Tribut\u00e1rio, trouxe ao debate a perspectiva cont\u00e1bil e fiscal das mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>&#8220;Para a constru\u00e7\u00e3o civil, nosso objetivo foi trazer informa\u00e7\u00e3o e reduzir um pouco a ansiedade natural dos empres\u00e1rios diante de tantas mudan\u00e7as e incertezas. Abordamos situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas do setor, como contratos p\u00fablicos e privados, empreitadas e subempreitadas, al\u00e9m das decis\u00f5es que as empresas precisar\u00e3o tomar durante a transi\u00e7\u00e3o. Ainda n\u00e3o temos todas as respostas, mas ampliar o conhecimento \u00e9 fundamental para que as empresas possam se preparar e tomar decis\u00f5es mais conscientes\u201d, ressaltou Matos.<\/p>\n<p><strong>Impactos para toda a cadeia<\/strong><\/p>\n<p>Os efeitos da Reforma Tribut\u00e1ria n\u00e3o se restringem \u00e0s construtoras. Fornecedores de materiais, ind\u00fastrias, prestadores de servi\u00e7os e demais empresas que integram a cadeia produtiva tamb\u00e9m precisar\u00e3o avaliar como as mudan\u00e7as poder\u00e3o repercutir sobre suas atividades.<\/p>\n<p>Para Vin\u00edcius Arag\u00e3o, presidente do SINDICER-RN, a discuss\u00e3o conjunta entre os diferentes segmentos \u00e9 fundamental para ampliar a compreens\u00e3o sobre os impactos da Reforma e aproximar as diferentes realidades empresariais.<\/p>\n<p>\u201cPara a ind\u00fastria cer\u00e2mica, este \u00e9 um momento de decis\u00f5es importantes. A maioria das ind\u00fastrias cer\u00e2micas do Rio Grande do Norte opta hoje pelo Simples Nacional e temos, at\u00e9 o final do pr\u00f3ximo m\u00eas, uma decis\u00e3o relevante a tomar sobre a perman\u00eancia nesse regime ou a possibilidade de optar pelo recolhimento da CBS pelo regime comum. Essa escolha pode impactar diretamente a carga tribut\u00e1ria e tamb\u00e9m toda a cadeia de fornecimento da ind\u00fastria\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Segundo Vin\u00edcius, o segmento tamb\u00e9m enfrenta desafios relacionados \u00e0 formaliza\u00e7\u00e3o de documentos por parte de alguns fornecedores, especialmente na cadeia de fornecimento de minerais n\u00e3o met\u00e1licos, o que acrescenta novas dificuldades ao processo de adapta\u00e7\u00e3o das empresas.<\/p>\n<p>\u201cEntendemos este evento como um avan\u00e7o importante no di\u00e1logo sobre a cadeia produtiva da constru\u00e7\u00e3o civil. Essa \u00e9 uma cadeia muito extensa e relevante, que envolve dezenas de segmentos e atividades, desde fabricantes de blocos cer\u00e2micos e de concreto at\u00e9 empresas de artefatos de cimento, m\u00f3veis e tantos outros fornecedores. Por isso, temos buscado ampliar a participa\u00e7\u00e3o de outros setores e promover esse di\u00e1logo sobre temas relevantes para toda a nossa cadeia\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Para Klebet Carvalho, superintendente Jur\u00eddico Corporativo do Sistema FIERN, a realiza\u00e7\u00e3o de encontros como esse refor\u00e7a o papel das entidades empresariais na constru\u00e7\u00e3o de um ambiente de informa\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o para as transforma\u00e7\u00f5es que impactam o setor produtivo.<br \/>\n\u201c\u00c9 uma honra para o Sistema FIERN ter recebido um evento que traduz exatamente aquilo que acreditamos ser o papel das entidades empresariais: ouvir, informar e preparar o setor produtivo para os desafios que se aproximam\u201d, finalizou.<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/cbic.org.br\/reforma-tributaria-e-tema-de-encontro-de-empresarios-da-cadeia-produtiva-da-construcao-civil-potiguar\/\">Reforma Tribut\u00e1ria \u00e9 tema de encontro de empres\u00e1rios da cadeia produtiva da constru\u00e7\u00e3o civil potiguar<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/cbic.org.br\/\">CBIC \u2013 C\u00e2mara Brasileira da Industria da Constru\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empres\u00e1rios, especialistas e representantes da cadeia produtiva da constru\u00e7\u00e3o civil se reuniram nesta ter\u00e7a-feira (29), no Audit\u00f3rio Albano Franco, na Casa da Ind\u00fastria, em Natal, para discutir os impactos da Reforma Tribut\u00e1ria sobre o setor no Rio Grande do Norte. 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