{"id":17035,"date":"2026-09-15T16:06:57","date_gmt":"2026-09-15T19:06:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jpasini.com.br\/site\/cni-apresenta-raio-x-do-financiamento-em-infraestrutura-e-defende-novo-regime\/"},"modified":"2026-09-15T16:06:57","modified_gmt":"2026-09-15T19:06:57","slug":"cni-apresenta-raio-x-do-financiamento-em-infraestrutura-e-defende-novo-regime","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jpasini.com.br\/site\/cni-apresenta-raio-x-do-financiamento-em-infraestrutura-e-defende-novo-regime\/","title":{"rendered":"CNI apresenta raio-x do financiamento em infraestrutura e defende novo regime"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cbic.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/meiqhwmopi.jpg\" class=\"attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil precisa mais que dobrar os investimentos em infraestrutura para superar o d\u00e9ficit hist\u00f3rico do setor e se aproximar dos padr\u00f5es internacionais. \u00c9 o que mostra o estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil, da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI). A publica\u00e7\u00e3o traz um raio-x da origem e da evolu\u00e7\u00e3o dos recursos destinados \u00e0 infraestrutura brasileira e aponta a import\u00e2ncia de o pa\u00eds estabelecer um novo regime de financiamento capaz de sustentar a moderniza\u00e7\u00e3o do setor.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o estudo, apesar do avan\u00e7o dos investimentos privados, o volume total de recursos ainda est\u00e1 distante do necess\u00e1rio. Em 2024, foram aportados R$ 266,8 bilh\u00f5es em infraestrutura, o equivalente a 2,27% do PIB. O Brasil precisa elevar esse \u00edndice para 4,65% do PIB, o que corresponde a cerca de R$ 550 bilh\u00f5es, e sustentar esse patamar por ao menos duas d\u00e9cadas para que o pa\u00eds supere o hiato hist\u00f3rico de investimentos.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do total investido em infraestrutura, R$ 188,1 bilh\u00f5es (70,5%) foram injetados pelo setor privado. Os investimentos p\u00fablicos alcan\u00e7aram R$ 78,6 bilh\u00f5es, impulsionados principalmente pelos governos estaduais e municipais.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo alerta que n\u00e3o h\u00e1 uma \u00fanica fonte capaz de financiar, isoladamente, as necessidades de infraestrutura do pa\u00eds. Para elevar os investimentos ao patamar necess\u00e1rio, ser\u00e1 preciso combinar diferentes instrumentos financeiros, ampliar a participa\u00e7\u00e3o privada e criar um ambiente econ\u00f4mico e institucional capaz de dar seguran\u00e7a aos investidores.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que um novo regime de financiamento \u00e9 fundamental para alavancar os investimentos em infraestrutura e, assim, fortalecer a ind\u00fastria nacional. Ele alerta que, para isso, \u00e9 essencial que o pa\u00eds tenha um ambiente econ\u00f4mico, institucional e regulat\u00f3rio mais favor\u00e1vel \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de projetos de longo prazo.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO Brasil precisa de responsabilidade fiscal, institui\u00e7\u00f5es s\u00f3lidas e seguran\u00e7a jur\u00eddica para criar condi\u00e7\u00f5es de mobilizar mais recursos privados para o setor de infraestrutura, sem abrir m\u00e3o do papel estrat\u00e9gico dos investimentos p\u00fablicos. Essa \u00e9 uma frente importante para aumentar a competitividade da ind\u00fastria brasileira\u201d, diz Alban.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA moderniza\u00e7\u00e3o da infraestrutura demanda esfor\u00e7o cont\u00ednuo, sistem\u00e1tico e de longo prazo. Apenas uma pol\u00edtica de Estado \u2014 e n\u00e3o de governo \u2014 pode impulsionar o investimento produtivo, elevar o bem-estar das fam\u00edlias, gerando ganhos estruturais e duradouros de produtividade e competitividade para o pa\u00eds\u201d, acrescenta o presidente da CNI.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele observa, ainda, que as reformas institucionais tamb\u00e9m s\u00e3o indispens\u00e1veis para atrair recursos externos. Entre as prioridades est\u00e3o o fortalecimento da seguran\u00e7a jur\u00eddica, a melhoria do ambiente regulat\u00f3rio e a aproxima\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas brasileiras aos padr\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Novo regime de financiamento<\/strong><br \/>\nA publica\u00e7\u00e3o aponta que o novo regime de financiamento deve estar apoiado na estabilidade macroecon\u00f4mica e fiscal, fundamental para reduzir incertezas e o custo do capital, e no fortalecimento do mercado de capitais, com maior participa\u00e7\u00e3o de investidores institucionais e instrumentos de longo prazo. Tamb\u00e9m destaca a necessidade de expandir o cr\u00e9dito privado e o project finance, com estruturas capazes de distribuir riscos de forma mais eficiente.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O novo regime pressup\u00f5e ainda ampliar a carteira de projetos bem estruturados, o que fortalece a capacidade de planejamento e de prepara\u00e7\u00e3o de concess\u00f5es e parcerias, inclusive com a atua\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es como o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e e a Caixa. Soma-se a isso a necessidade de assegurar seguran\u00e7a jur\u00eddica, previsibilidade regulat\u00f3ria e autonomia t\u00e9cnica das ag\u00eancias reguladoras. Para a CNI, esses elementos precisam funcionar de forma integrada para que o pa\u00eds consiga mobilizar recursos na escala necess\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo destaca que o BNDES e as demais institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de desenvolvimento permanecem relevantes. O desafio \u00e9 fortalecer sua atua\u00e7\u00e3o em um novo regime de financiamento, no qual possam contribuir para reduzir riscos, estruturar e viabilizar projetos e ampliar a capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos privados de longo prazo.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Raio-X mostra mudan\u00e7a estrutural nas fontes de financiamento<\/strong><br \/>\nO trabalho re\u00fane uma ampla base de dados sobre o financiamento dos investimentos em infraestrutura no Brasil entre 2010 e 2024, com informa\u00e7\u00f5es sobre a evolu\u00e7\u00e3o dos recursos p\u00fablicos e privados e das diferentes fontes de financiamento, como o Or\u00e7amento Geral da Uni\u00e3o (OGU), o Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), BNDES, bancos p\u00fablicos e comerciais, institui\u00e7\u00f5es multilaterais, capital pr\u00f3prio das empresas, Fundos de Investimentos em Participa\u00e7\u00f5es (FIPs) e deb\u00eantures.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A publica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m apresenta a composi\u00e7\u00e3o p\u00fablica e privada dos recursos destinados aos segmentos de transportes, energia, telecomunica\u00e7\u00f5es e saneamento b\u00e1sico. Esse conjunto de informa\u00e7\u00f5es permite tra\u00e7ar um panorama detalhado de como, por quem e com quais instrumentos a infraestrutura brasileira vem sendo financiada.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento permite observar, entre outros aspectos, a evolu\u00e7\u00e3o das diferentes fontes de financiamento ao longo do per\u00edodo. Em valores de 2024, as fontes privadas passaram de R$ 88,6 bilh\u00f5es, em m\u00e9dia, entre 2010 e 2014, para R$ 184,5 bilh\u00f5es em 2024. No mesmo per\u00edodo, os recursos p\u00fablicos recuaram de R$ 208,5 bilh\u00f5es para R$ 107 bilh\u00f5es. As institui\u00e7\u00f5es multilaterais responderam por R$ 8,4 bilh\u00f5es em 2024.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o presidente do Conselho Tem\u00e1tico de Infraestrutura da CNI (Coinfra\/CNI), Alex Carvalho, que tamb\u00e9m preside a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Par\u00e1 (FIEPA), esses n\u00fameros evidenciam uma transforma\u00e7\u00e3o relevante na forma de financiar a infraestrutura brasileira, marcada pelo avan\u00e7o da participa\u00e7\u00e3o privada. Segundo ele, esse movimento precisa ganhar escala para que a mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos acompanhe os investimentos de que o pa\u00eds necessita.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNesta \u00faltima d\u00e9cada, houve uma mudan\u00e7a estrutural no financiamento da infraestrutura brasileira. A participa\u00e7\u00e3o das fontes privadas passou de 29,3%, entre 2010 e 2014, para 61,5% em 2024. O desafio agora \u00e9 ampliar essa capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o e diversificar os instrumentos para sustentar o salto de investimentos que o pa\u00eds precisa\u201d, afirma Carvalho.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Experi\u00eancia internacional<\/strong><br \/>\nA an\u00e1lise da CNI tamb\u00e9m re\u00fane experi\u00eancias de outros pa\u00edses, como Reino Unido, Chile, Austr\u00e1lia, M\u00e9xico, Espanha, \u00cdndia e Fran\u00e7a. Embora as na\u00e7\u00f5es tenham adotado modelos diferentes, o estudo identifica fatores comuns nos casos de maior capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos: estabilidade macroecon\u00f4mica, institui\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis, previsibilidade regulat\u00f3ria, desenvolvimento do mercado de capitais, instrumentos de financiamento de longo prazo e compet\u00eancia t\u00e9cnica para estruturar projetos.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As experi\u00eancias analisadas tamb\u00e9m mostram que os recursos p\u00fablicos continuam relevantes, mas podem ser utilizados de forma estrat\u00e9gica para reduzir riscos, viabilizar projetos e atrair capital privado, em vez de apenas substituir os investimentos do mercado.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Alex Carvalho, os casos analisados mostram a import\u00e2ncia de se buscar ambientes mais previs\u00edveis para os investimentos e ampliar a participa\u00e7\u00e3o privada. Para ele, os recursos p\u00fablicos devem ser usados de maneira estrat\u00e9gica para viabilizar projetos e alavancar aportes privados, e n\u00e3o simplesmente para substituir o mercado.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEssa deve ser tamb\u00e9m uma diretriz para o Brasil. O investimento p\u00fablico continuar\u00e1 sendo fundamental, mas precisamos avan\u00e7ar para um modelo em esses recursos tenham maior capacidade de mobilizar capital privado e ampliar o volume de investimentos em infraestrutura\u201d, conclui o presidente do Coinfra.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">https:\/\/infogram.com\/1p62d26emq1ggpf5g3dyxylxqki3m2jnx2v<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Texto: Ag\u00eancia de Not\u00edcias da Ind\u00fastria<\/em><\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/cbic.org.br\/cni-apresenta-raio-x-do-financiamento-em-infraestrutura-e-defende-novo-regime\/\">CNI apresenta raio-x do financiamento em infraestrutura e defende novo regime<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/cbic.org.br\/\">CBIC \u2013 C\u00e2mara Brasileira da Industria da Constru\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil precisa mais que dobrar os investimentos em infraestrutura para superar o d\u00e9ficit hist\u00f3rico do setor e se aproximar dos padr\u00f5es internacionais. \u00c9 o que mostra o estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil, da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI). 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