{"id":16807,"date":"2026-08-06T18:27:11","date_gmt":"2026-08-06T21:27:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jpasini.com.br\/site\/sustentabilidade-e-resiliencia-das-cidades-exigem-nova-visao-de-planejamento-urbano\/"},"modified":"2026-08-06T18:27:11","modified_gmt":"2026-08-06T21:27:11","slug":"sustentabilidade-e-resiliencia-das-cidades-exigem-nova-visao-de-planejamento-urbano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jpasini.com.br\/site\/sustentabilidade-e-resiliencia-das-cidades-exigem-nova-visao-de-planejamento-urbano\/","title":{"rendered":"Sustentabilidade e resili\u00eancia das cidades exigem nova vis\u00e3o de planejamento urbano"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cbic.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/55446788761ea5c9e4db8k.jpg\" class=\"attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>A transi\u00e7\u00e3o das cidades brasileiras para um modelo mais resiliente e sustent\u00e1vel exigir\u00e1 a adequa\u00e7\u00e3o dos planos diretores em vigor e uma mentalidade nova para o planejamento urbano. Tais a\u00e7\u00f5es s\u00e3o parte dos passos concretos sinalizados por especialistas durante o painel Pol\u00edticas P\u00fablicas: Regula\u00e7\u00e3o, M\u00e9tricas e Padr\u00f5es para a Transi\u00e7\u00e3o Clim\u00e1tica Brasileira do <em>Construindo Cidades Resilientes \u2013 F\u00f3rum de Desenvolvimento Imobili\u00e1rio, Constru\u00e7\u00e3o e Finan\u00e7as Sustent\u00e1veis, realizado <\/em>na manh\u00e3 de quinta-feira (06\/08) em S\u00e3o Paulo, na sede do SECOVI SP.<\/p>\n<p>\u201cTemos muito planejamento, metas, e agora \u00e9 testar\u201d, avisou o vice-presidente de Sustentabilidade da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC), Nilson Sarti. \u201cOs planos diretores precisam levar as m\u00e9tricas em considera\u00e7\u00e3o para mitigar os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, acrescentou. Segundo ele, os paradigmas estabelecidos pelo Plano Clima, pela Taxonomia Sustent\u00e1vel Brasileira (TSB) e outros marcos regulat\u00f3rios devem ser absorvidos nas normas associadas ao planejamento urbano.<\/p>\n<p>Iniciativa conjunta da CBIC com a ABRAINC, GBC Brasil, Saint-Gobain, Secovi-SP e SindusCon-SP, o evento reuniu especialistas, representantes do setor produtivo, formuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas e institui\u00e7\u00f5es financeiras para discutir a\u00e7\u00f5es concretas para acelerar a agenda de sustentabilidade no setor da constru\u00e7\u00e3o e no desenvolvimento urbano brasileiro. O f\u00f3rum buscou aprofundar o debate de solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para ampliar o financiamento sustent\u00e1vel no setor imobili\u00e1rio e de infraestrutura.<\/p>\n<p>Secret\u00e1rio Nacional de Mudan\u00e7a do Clima do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima, \u200bAloisio Lopes Pereira de Melo sintetizou o momento atual como aquele em que \u00e9 preciso transformar em a\u00e7\u00e3o metas, m\u00e9tricas, indicadores e demais eixos expostos no Plano Clima, cuja discuss\u00e3o j\u00e1 amadureceu. \u201cOs impactos ambientais s\u00e3o evidentes, uma realidade no mundo\u201d, ponderou.<\/p>\n<p>Segundo ele, no Brasil, o desafio \u00e9 identificar a forma correta de aplicar as m\u00e9tricas estabelecidas pelo Plano nos projetos de infraestrutura e habita\u00e7\u00e3o, assim como tornar n\u00edtido o potencial de gera\u00e7\u00e3o de resultado financeiro de tais iniciativas para tornar o investimento atraente. O secret\u00e1rio defendeu que, diante das metas estabelecidas, \u00e9 necess\u00e1rio estabelecer a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas e alinhar a atua\u00e7\u00e3o do setor p\u00fablico e privado para que essa agenda ganhe efetividade.<\/p>\n<p><strong>Vis\u00e3o de neg\u00f3cio \u2013 <\/strong>\u201cPara tornar o espa\u00e7o urbano e as edifica\u00e7\u00f5es menos vulner\u00e1veis, cabe revisar os c\u00f3digos e outros ordenamentos urbanos e alinhar\u201d, disse Pereira de Melo. Ele tamb\u00e9m mencionou a import\u00e2ncia de serem fixadas metas para adequar a habita\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/cbic.org.br\/sustentabilidade-e-resiliencia-das-cidades-exigem-nova-visao-de-planejamento-urbano\/55447182805_64957147a4_k\/\" rel=\"attachment wp-att-108312\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-108312 size-full\" src=\"https:\/\/cbic.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/5544718280564957147a4k.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1365\" \/><\/a><\/p>\n<p>Cofundadora do Orbis Instituto, centro independente de intelig\u00eancia estrat\u00e9gica, e membro da Sustainable Business COP (SB COP), alian\u00e7a global do setor privado voltada para as negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas da ONU, Maria Em\u00edlia Peres trouxe um panorama da concerta\u00e7\u00e3o global em torno da agenda clim\u00e1tica e destacou a participa\u00e7\u00e3o do Brasil em f\u00f3runs de alto n\u00edvel.<\/p>\n<p>Segundo ela, a SB COP \u2013 criada pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) para inserir o setor produtivo brasileiro na COP 30, superou a fronteira brasileira e ter\u00e1 suas atividades mantidas: neste momento, o colegiado engaja 40 milh\u00f5es de empresas, em 60 pa\u00edses. \u201cA SB COP tornou-se um movimento global, j\u00e1 chegamos \u00e0 Turquia\u201d, disse Peres. O Institutos Orbis, por sua vez, atua focado na transi\u00e7\u00e3o das cadeias de valor, aplicando \u00e0 pauta da sustentabilidade uma vis\u00e3o de neg\u00f3cio. \u201cUm dos nossos desafios \u00e9 que faltam dados do Brasil, \u00e9 dif\u00edcil posicionar os setores brasileiros\u201d.<\/p>\n<p>L\u00edder em Transi\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica e Pol\u00edticas P\u00fablicas do Mitsidi, \u200bLaisa Brianti, trouxe um panorama sobre a implementa\u00e7\u00e3o dos \u00edndices m\u00ednimos de efici\u00eancia energ\u00e9tica no Brasil: a ado\u00e7\u00e3o do Plano Edifica ter\u00e1s in\u00edcio em 2027, pela adequa\u00e7\u00e3o do setor p\u00fablico. \u201cHouve uma discuss\u00e3o sobre como criar a avalia\u00e7\u00e3o de conformidade e houve consenso para seguir os requisitos do PBE e uma autodeclara\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Brianti.<\/p>\n<p>Segundo ela, neste momento est\u00e1 sendo estruturada uma plataforma para acompanhar a implementa\u00e7\u00e3o do plano e monitorar seu desempenho, tendo como objetivo agilizar a etiquetagem e gerar m\u00e9tricas. \u201cN\u00e3o haver\u00e1 impacto financeiro ou imposi\u00e7\u00e3o de burocracia, vamos atuar alinhados \u00e0 norma de desempenho\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/cbic.org.br\/sustentabilidade-e-resiliencia-das-cidades-exigem-nova-visao-de-planejamento-urbano\/55446955859_3e91d28a18_k\/\" rel=\"attachment wp-att-108311\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-108311 size-full\" src=\"https:\/\/cbic.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/554469558593e91d28a18k.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1365\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Vis\u00e3o de longo prazo \u2013 <\/strong>Em sua participa\u00e7\u00e3o, a representante da CBIC no Comit\u00ea Consultivo da Taxonomia Sustent\u00e1vel Brasileira (TSB) e coordenadora t\u00e9cnica do Comit\u00ea de Meio Ambiente (COMASP) do SindusCon-SP, Lilian Sarrouf, afirmou que o Comit\u00ea j\u00e1 discute uma segunda fase da TSB, agregando outros temas estrat\u00e9gicos como trabalho e desigualdade de g\u00eanero, com vistas a incorporar interfaces novas ao arcabou\u00e7o da ferramenta.<\/p>\n<p>\u201cConstru\u00edda a Taxonomia, agora conduzimos a fase de testes e estamos discutindo outros assuntos\u201d, afirmou. Segundo ela, a TSB representa uma oportunidade de ampliar a oferta de recursos para empreendimentos sustent\u00e1veis e o setor da constru\u00e7\u00e3o ser\u00e1 parte desse avan\u00e7o. \u201cN\u00e3o precisamos inventar a roda, basta mostrar o que \u00e9 feito\u201d, disse, destacando que o setor est\u00e1 preparado, evoluiu, e tem \u201cpoder\u201d para transformar. \u201cHaver\u00e1 uma nova fase, em que poderemos alcan\u00e7ar empresas de menor porte, pequenas e m\u00e9dias\u201d.<\/p>\n<p>Vice-presidente de Sustentabilidade da CBIC, Nilson Sarti sinalizou que os paradigmas dos novos marcos ambientais \u2013 tanto a TSB, quanto o Plano Clima \u2013 ser\u00e3o incorporados ao escopo do projeto O Futuro da Minha Cidade, iniciativa pioneira da CBIC conduzida pela CMA para estimular a participa\u00e7\u00e3o da sociedade no planejamento estrat\u00e9gico das cidades.<\/p>\n<p>O tema tem interface com o projeto \u201cFinan\u00e7as Sustent\u00e1veis para a Constru\u00e7\u00e3o\u201d, da Comiss\u00e3o de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CMA) da CBIC, em parceria com o Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).<\/p>\n<p>Fotos: Divulgac\u00e3o\/Secovi-SP<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/cbic.org.br\/sustentabilidade-e-resiliencia-das-cidades-exigem-nova-visao-de-planejamento-urbano\/\">Sustentabilidade e resili\u00eancia das cidades exigem nova vis\u00e3o de planejamento urbano<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/cbic.org.br\/\">CBIC \u2013 C\u00e2mara Brasileira da Industria da Constru\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A transi\u00e7\u00e3o das cidades brasileiras para um modelo mais resiliente e sustent\u00e1vel exigir\u00e1 a adequa\u00e7\u00e3o dos planos diretores em vigor e uma mentalidade nova para o planejamento urbano. 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